Roteiro em Paris – 5 dias (parte 2)

Nossa amiga Amanda Sena esteve em Paris com o Leandro, seu marido, durante 5 dias e soube muito bem aproveitar a cidade e organizar seu tempo. Ela escreve para o blog Serviço de Bordo onde ela pôde dividir sua experiência na cidade. Como nós sabemos que o seu relato pode ajudar diversas pessoas que pretendem conhecer a capital francesa, e buscam um bom roteiro em Paris, resolvemos dividi-lo com vocês, nossos leitores, também!

Aproveitem! 🙂

Leia a parte 1 aqui! 

Paris – Dia 3 – Louvre, Pompidou e redondezas 

 

Paris é definitivamente a cidade dos museus. Ainda quero (e vou) voltar para conhecer muitos mais. Mas infelizmente, como o nosso tempo era muito breve em cada cidade, escolhemos os imperdíveis de cada uma, para que pudéssemos equilibrar também com outras programações e andar pelas cidades.

Nosso primeiro destino foi o Louvre. Seguindo as dicas certeiras dos nossos anfitriões que sabem tudo de Paris, seguimos direto pro museu de metrô ainda cedinho para chegar na hora de abertura: 9h. Como o Louvre também era um sonho antigo, havia planejado ficar pelo menos uma manhã por lá. Ficamos lá dentro por cerca de cinco horas e não conseguimos ver nem 1/3 do museu.

casal no Musée du Louvre

casal no Musée du Louvre

Descemos na estação Palais Royal e ainda no subsolo, na saída do metrô, localizamos um coffeshop que vendia os ingressos (Você também pode comprar os ingressos online e evitar filas), como não tínhamos um dia fixo para ir no museu, optamos por comprar lá e demos muita sorte. Pagamos €16 por cada ingresso, que nos dava acesso a uma entrada especial, sem filas. Confesso que até hoje não sei o que exatamente aconteceu lá, porque ao que consta o ingresso especial, sem filas, é bem mais caro. Só entramos em menos de 10 minutos no museu. Sensacional.

Entre as obras mais famosas em exposição no museu estão a Mona Lisa de Leonardo da Vinci, La Liberté Guidant le Peuple por Eugène Delacroix, A Vênus de Milo, e o Código de d’Hammurabi. Claro que vimos todas as famosas, mas super indico as sessões da Grécia Antiga, Egito e Mesopotâmia. São de tirar o fôlego. Outra parada obrigatória são os Fossos Medievais.

Saindo do Louvre dê uma boa caminhada pelo Jardin des Tuileries e também pela belíssima Rua de Rivoli.

Jardin des Tuileries

Jardin des Tuileries

De lá, esticamos até o Paris Opera Garnier e o Centre Pompidou. Tudo andando. O Pompidou é mais um dos lugares incríveis de Paris. Um grande edifícil virado do avesso, como todas as suas “vísceras” expostas. Como chegamos já no final do dia, não aguentamos entrar para visitar as exposições. Também já chegamos num horário complicado que seria muito corrido. Então, sugiro que se visitar as exposições for sua prioridade, separe um dia só para isso. Para a gente só de poder sentir o clima do prédio já foi bem legal.

Jantamos, bebemos e ouvimos boa música na região do Les Halles. O bairro é famoso por ser frequentado por muitos jovens e é cheio de ruelas repletas de restaurantes com mesinhas na rua no entorno do museu.  Fizemos o caminho de volta – a pé – até o Louvre novamente para ver a pirâmide acessa. Ahhh… Paris e suas luzes.

 

Paris – dia 4 – Notre Dame, Marais e Locações de Cinema

Uma das minhas maiores vontades de conhecer Paris era poder passar por alguns dos lugares dos quais passei a minha vinda inteira ouvindo falar sobre, ou mesmo vendo pela tela, em alguns dos meus filmes preferidoscomo: Meia Noite em Paris, Antes do Pôr Do Sol, Último Tango em Paris e por aí vai…

Nosso quarto dia em Paris cumpriu perfeitamente esse objetivo. Tivemos a luxuosa companhia de dois guias de luxo, Bruno e Carol – nossos amigos e anfitriões do Expresso Paris – com dois moradores (e profundos conhecedores) da cidade a tira colo, tivemos a chance de conhecer a vida parisiense mais de perto.

Como sempre, começamos o roteiro do dia com uma caminhada até a Catedral de Notre-Dame. Entrar nesse lugar foi mais um sonho realizado. Além de ser gigantesca, os quadros, vitrais e esculturas dessa que é uma das principais igrejas em estilo gótico da Europa, são simplesmente de tirar o fôlego.

Sem falar na energia do lugar (a construção é de 1163), entramos na hora de um dos cânticos da missa. Um impacto daquelas vozes e do som do órgão estão na minha cabeça até hoje.  É de fato, uma visita obrigatória.

No caminho, entre o bairro de Montparnasse e a Catedral passamos pela esquina em que o personagem de Owen Wilson espera a carruagem que o faz voltar no tempo de uma Paris da década de 1920, no filme Meia Noite em Paris, de Woody Allen.

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Escada do filme “Meia noite em Paris”

Já quase em frente a Catedral, outra locação de filmes amados: Shakespeare & Company. A livraria fofa onde o filme Antes do Pôr do Sol, com Ethan Hawke e Julie Delpy, começa. A loja é uma típica livraria antiga parisiense com livros do piso ao teto e gatos ronronando por cima das pilhas. Mais uma parada pra foto!

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Seguimos a pé num passeio pelas ruas do Marais, bairro jovem, com muitos artistas de rua, e uma mistura de comunidades de judeus, argelinos e asiáticos. Passamos por vários cinemas de rua, pela Prefeitura de Paris, e fomos até a famosa Place des Vosges, a mais antiga praça planejada da cidade, também conhecida como Praça Quadrada por sua impressionante simetria. O almoço foi em dos inúmeros mini restaurantes que vendem comida árabe. Um kebab baratinho e estávamos prontos para seguir o roteiro.

À tarde finalmente pegamos um metrô para ir até uma parte mais afastada do centro turístico. A causa nobre era conhecer o Espaço Django Reinhardt. Um bar antigo, onde o próprio Django – exímio guitarrista e ícone maior do Jazz Manouche (ou Gypsy Jazz) e adorado por músicos ao redor do mundo, inclusive por meu marido, que me apresentou e fez me apaixonar pelo gênero – costumava se apresentar. Vale muito a pena a visita para quem curte boa música. De quebra, logo ao lado tem um famoso mercado de pulgas de Paris, o O Marché aux Puces, especializado em antiguidades. Para chegar lá, pegue a linha 4 do metrô na direção Porte de Clignancourt e desça na estação de mesmo nome (é a última).

Na volta, ainda tivemos tempo para tomar uma cerveja na praça ao lado da casa onde viveu Ernest Hemingway, célebre escritor americano, que nasceu em 1899 e suicidou-se em 1961, justamente quando revisava a edição de “Paris é uma festa”. Dia longo, produtivo e inesquecível.

 

Paris – dia 5 – Jardin des Plantes, Montmartre e Sacré-Coeur

No nosso último dia em Paris fomos brindados com um lindo dia de sol. Aquele friozinho de 16 graus e céu limpinho com a luz perfeita. O azul combinou perfeitamente com o cenário do Jardin Des Plantes.

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Amanda no jardin des Plantes

Como sempre fomos até nosso primeiro destino do dia caminhando e admirando as construções da cidade. Paris é o lugar perfeito pra isso.

Confesso que não tinha lido muito, nem visto nada sobre o Jardin Des Plantes. Incluímos mais por causa da proximidade do local que estávamos hospedados. Isso nos faria ganhar tempo, já que o objetivo do dia era curtir o Montmartre.

E como é bom ser surpreendido, não é mesmo?! Toda a região onde o jardim está localizado é incrível. A vizinhança é super tranquila com vários prédios históricos e uma cara um tanto quanto medieval.

O jardim, propriamente dito, é do início do século XVII e foi o primeiro jardim real de ervas medicinais da cidade. É um dos maiores parques de Paris cheio de tralhas, flores, tipos de plantas e corvos, muitos corvos. Mesmo no outono haviam muitas flores coloridas. Cenário perfeito para lindas fotos.

O parque também abriga o Museu de História Natural. Não tivemos tempo de visitar, mas já está nos nossos destinos obrigatórios em possível volta.

Em frente ao parque pegamos o metrô em direção ao Montmartre. Descemos na estação Abbesses para ir subindo até a catedral passeando pelo bairro. Mas atenção, essa estação tem muuuuitas escadas. Se descer nela, espere a fila do elevador. Só entendemos a fila da espera quando quase desistimos no meio da subida.

No caminho passamos por alguns dos cenários mais incríveis de Paris. Igreja St-Jean I’Evangéliste de Montmartre, Place des Abbsses, Place du Tertre – famosa por seus artistas de rua (cuidado com o assédio excessivo nesse local, todos querem faturar. Todos.) e as lojinhas super charmosas do bairro.

Almoçamos num restaurante em frente a Place du Tertre. Não foi um dos lugares mais baratos, porém também não foi caro. EUR 24.00 por pessoa.

Seguimos até a suntuosa, e realmente linda, Catedral Sacré-Cour. O prédio é de fato um deleite para os olhos. Sua cúpula é o segundo ponto mais alto de Paris, atrás apenas da Torre. Também é possível ir de teleférico, direto da estação Abbesses até a escadaria da Catedral. Eu, particularmente não recomendo, porque é nesse ponto que existe o maior assédio de vendedores ambulantes aos turistas. Além disso, recomendo muito o passeio pelas ruelas do bairro sem pressa.

Basilique du Sacré Coeur

Basilique du Sacré Coeur

Na descida, fomos também a pé até o famoso Moulin Rouge. O caminho pode ser um pouco intricado em função das ruas do bairro serem em vários desníveis (e cheias de escadarias que ligam umas às outras), mas com a ajuda de um mapinha de mão e o pedido de socorro a alguns franceses muito solícitos (não, isso não é ironia. Pedimos informações duas vezes e fomos muito simpática e prontamente ajudados) conseguimos chegar no nosso destino.

Amanda em frente ao Moulin Rouge

Amanda em frente ao Moulin Rouge

 

Leia a parte 1 aqui!

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2 Respostas

  1. Thayna disse:

    Tive a mesma sorte no Louvre. Não sei o que aconteceu mas paguei 11 euros (em 2012) e apenas entrei, não havia fila e a carranca estava “liberada”. Gostaria de ter lido suas dicas antes, não fui tão organizada hehe em especial sobre não atravessar pela avenida até o arco, achei perigoso mas juro que não reparei que havia uma passagem subterrânea :/ ótimo post!

  1. 16 de agosto de 2015

    […] Leia a parte 2 aqui! […]

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